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Hoverboards: o futuro que chegou, mas não muito bem…

Entre todas as previsões que o filme ‘De Volta para o Futuro’ fez para 2015, as duas mais comentadas foram os tênis que se amarravam por si, e o hoverboard, o skate voador, que Marty McFly usa no segundo filme.

Quanto aos tênis não tivemos grandes problemas, a Nike conseguiu o feito, como pode ser visto no vídeo abaixo, em que Miachael J. Fox demonstra a tecnologia a Jimmy Kimmel, um apresentador de talk shows nos EUA.

Mas no caso do hoveboard a coisa foi de mal a pior. Não é nem que não tenham tentado, no caso das ‘pranchas flutuantes’ várias empresas tentaram, como a Lexus – divisão de carros de luxo da Toyota –, alguns protótipos foram apresentados e um deles, o Arcaboard, chegou ao mercado, mas venhamos e convenhamos, pagar US$19.900 por uma prancha que precisa de seis horas de carga, para voar seis minutos, não é razoável…

O que terminou levando o nome de hoverboard, foi uma série de pequenos dispositivos obviamente inspirados pelo Segway, usando tecnologia de giroscópios, mas em tamanho reduzido, e no segundo semestre, amparados pelo aniversário de 25 anos inundaram o mercado e tiveram um boom de vendas.

Tudo ótimo, se não fossem os seguintes problemas:

1. Pelo tamanho diminuto e provavelmente falha tecnológica, o giroscópio não o equilibra tão bem, muita gente levou tombos GRANDES.
2. O uso de baterias de íon-lítio de baixa qualidade, faz com que se incendeiem facilmente.

Com isso eles já foram proibidos na Inglaterra, e os EUA vão no mesmo caminho, aliás, nos EUA já começam a aparecer os primeiros interessados em entrar com uma ‘class action’ (processo em grupo) contra alguns fabricantes, por conta dos acidentes e incêndios.

Isto acontece em muito porque alguns fabricantes chineses simplesmente copiam produtos inovadores, tentado fazê-los da forma mais barata possível, sem nem ao menos entender perfeitamente a tecnologia, e recorrendo a peças de baixo custo. Não estou com isto dizendo que marcas chinesas são ruins, uma grande parte dos eletrônicos que consumimos são fabricados na China, o problema é que muitos ecommerces chineses são apenas ‘marketplaces’, ou seja, eles servem como plataforma de vendas para pequenos fabricantes, e não se preocupam com a qualidade do que vendem, é o barato que sai caro.

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