Fortaleza e os carros compartilhados

Em 11 de Fevereiro (2016) foi  dado o primeiro passo rumo a implantação do projeto de estações de carros compartilhados em Fortaleza, com a publicação do edital de licitação, que será ‘aberto’ para análise dia 26 do mesmo mês.

O projeto deverá alcançar um número total de 30 estações até 2017, mas para será iniciado com 10 estações (Praça do Ferreira, Beira Mar, shopping Del Paseo, Iguatemi, Shopping Benfica, North Shopping, Parangaba, Aeroporto, Náutico e Varjota) e quinze carros.

O Prefeito de Fortaleza, visitando o sistema Autolib, na França, que tem 900 estações, 3 mil veículos e 75 mil usuários, que fazem cerca de 15 mil viagens por dia.
O Prefeito de Fortaleza, visitando o sistema Autolib, na França, que tem 900 estações, 3 mil veículos e 75 mil usuários, que fazem cerca de 15 mil viagens por dia.

A ideia tem dois objetivos, um é o de tentar fazer com que usuários usem menos seus próprios carros, reduzindo o tráfego da cidade, e outro a redução dos níveis de poluição, coisa que será buscada com o uso de carros elétricos pelo projeto, que têm uma ‘pegada ecológica’ 61% menor que os carros com motor a combustão.

Claro neste primeiro momento é algo muito embrionário, até mesmo pelo número reduzido de veículos que fazem parte do projeto piloto. Aliás, não apenas no Brasil, apenas três cidades em todo o mundo, Londres, Paris e Indianápolis, o projeto está consolidado.

Apesar de o editar não indicar o carro a ser utilizado, apenas a BMW produz um modelo que está 100% dentro de suas especificações, como por exemplo, o uso de material reciclado e autonomia de 200km.
Apesar de o editar não indicar o carro a ser utilizado, apenas a BMW produz um modelo que está 100% dentro de suas especificações, como por exemplo, o uso de material reciclado e autonomia de 200km.

Tal como no as bicicletas compartilhadas, os carros terão custo de aquisição de manutenção arcado por patrocinadores, e serão gerenciados pela Prefeitura de Fortaleza, isentando-a da oneração de custos.

Se tudo correr de acordo, ou seja, caso a não haja nenhum tipo de recurso judicial à licitação – isto as vezes acontece por parte de empresas que se sentem prejudicadas por uma ou outra exigência do licitador –, há a previsão de que já em abril o sistema comece a ser implantado.

Para ter acesso aos carros o usuário deverá fazer um cadastro em que precisará apresentar comprovante de residência e pagar uma taxa de R$40 (quarenta reais), que será revertida em consumação no serviço, e o custo é de R$20 (vinte reais) para cada 30 minutos de uso, sendo esta a franquia mínima.

Trinta minutos de uso custarão R$20 e os minutos excedentes serão cobrados avulso. Quanto mais tempo o usuário ficar com o carro, menor o custo por minuto.
Trinta minutos de uso custarão R$20 e os minutos excedentes serão cobrados avulso. Quanto mais tempo o usuário ficar com o carro, menor o custo por minuto.

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