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Pokémon Go, um fenômeno sem par

No livro “De Zero a Um. O que Aprender Sobre Empreendedorismo com o Vale do Silício”, Peter Thiel, um dos co-fundadores do Paypal, fala que o próximo Zuckerberg*, não criará uma rede social, que os próximos Larry Page e Sergey Brin**, não criarão um buscador.

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Com isto ele quer dizer que para se destacar de forma ímpar, é necessário criar algo único. Claro, este tipo de coisa nem sempre acontece na primeira tentativa, vejamos o caso da Niantic, uma empresa fundada em 2010, que em 2012 lançou o Ingress, um jogo de realidade aumentada ‘massivo’, ou seja, feito para múltiplos jogadores.

Pokémon Go, de pegadinha à megassucesso

Acontece que entre os que gostaram muito de Ingress, estava Tsunekazu Ishihara, um dos líderes da The Pokémon Company, uma subsidiária da Nintendo. Em 2014 ele e o ex-presidente da Nintendo Satoru Iwata desenvolveram um conceito em torno da realidade aumentada do jogo Ingress, que seria o de espalhar Pokémons virtuais, no jogo, como parte de uma brincadeira de primeiro de abril.

Este é o vídeo promo, lançado no dia 31/03/2014.

Neste momento ambas as empresas, Niantic e Nintendo, viram que tinham um sucesso em potencial nas mãos, nascia ali a decisão de criar o Pokémon Go.

Números colossais

O sucesso do Pokémon Go é algo inédito. Lançado em 6/7/16 nos EUA, o jogo precisou de apenas cinco dias para amealhar mais de seis milhões de usuários, apenas no sistema Android, no país, e tornou-se o quinto aplicativo mais popular da plataforma. Dez dias depois de lançado ele já tinha incríveis 26 milhões de usuários nos EUA, tornando-se o aplicativo mais popular do Android no país, deixando o Facebook Messenger e seus 21 milhões de usuários na plataforma para trás. Em 15/07/16, o jogo havia sido instalado em 10,81%, e era usado diariamente em 5,92% de todos os aparelhos Android do país.

O que é ainda mais impressionante, é que o Pokémon Go não é monstruoso apenas de quantidade de instalações, mas também no tempo médio de uso. Enquanto os usuários de redes sociais como Facebook e Twitter não chegam a passar 30 minutos conectados a elas por dia, os usuários de Pokémon Go ficam em média 43 minutos por dia!

O sucesso foi tão grande que a Niantic precisou readequar seu cronograma de lançamento, porque os servidores do jogo não estavam suportando a carga inicial, e em poucos dias a Nintendo valorizou-se na bolsa em mais de US$7,5 bilhões!!

Ahhh, e como você precisa se locomover em ambientes públicos para capturar Pokémons, veja no vídeo como funciona o jogo, ele ainda faz bem a saúde! Existe até o caso de uma empresa nos EUA, que está ‘forçando’ seus funcionários a jogarem Pokémon Go depois do almoço, à título de ginástica laboral.

CUIDADO NECESSÁRIO

Quando este pode foi escrito, em 20/07/16, o jogo ainda não havia sido lançado oficialmente no Brasil, e ainda não há uma previsão oficial. Mas alguns jogadores brasileiros vinham baixando APKs*** de Android para instalar manualmente, mas é altamente recomendado que não se faça isto, existem alguns deles que trazem a reboque malwares que abrem o aparelho a ataques externos. Reforçando: aguardem o lançamento oficial, e não se rendam aos ‘atalhos’…

Aliás, mesmo na Play Store existem alguns aplicativos mal intencionados, que conseguiram ‘furar’ o bloqueio da loja e se apresentar como variantes não oficiais do jogo, nós recomendamos fortemente que vocês não o baixem nada, até que a versão oficial da Niantic esteja disponível.

Neste post falamos em números de instalação em Android porque estão mais disponíveis, mas o jogo existe também para iOS, e está disponível nos seguintes países (em 20/07/2016): EUA, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e grande parte da Europa.

 

*Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.
** Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google.
*** APK, é o executável que permite instalar um aplicativo no sistema operacional Android.

Criptografia: WhatsApp e seus smartphones

Na terça-feira, 05/04/16, o WhatsApp anunciou que tudo que for trocado entre dois usuários através do aplicativo, texto, imagens, vídeo ou som, passarão a contar com criptografia assimétrica ‘ponta a ponta’, ou seja, utilizando tecnológica de chave pública e particular, que impede até mesmo a empresa tomar conhecimento de seu conteúdo, à exemplo do que faz o Signal, o mensageiro móvel que até então era o mais seguro do mercado.

Já havia algum tempo que o Facebook, proprietário do aplicativo, planejava dar este passo, mas foram as últimas pressões feitas por governos, tentando fazer com que a empresa revelasse as comunicações de seus usuários, fez com que finalmente fosse posta em prática.

Aproveitando este fato, queríamos aproveitar para ensiná-los a tornar seus smartphones, Android e iOS, ainda mais seguros, criptografando os dados que eles contêm, através de dois breves guias.

O que você precisa saber, antes de começar:

Se você perder a senha, precisará fazer um ‘reset’ ao estado de fábrica.
No caso dos Androids mais antigos, 5.0 ou anteriores, você perderá um pouco de desempenho no aparelho.
Só proceda com o processo de criptografia, com o aparelho 100% carregado (se seu aparelho estiver com problema de bateira, deixe conectado no carregador).

iPhones

A Apple introduziu o processo de criptografia em 2014, na versão 8 do iOS, ou seja, o aparelho é criptografado por padrão e tudo que você precisa é adicionar uma senha.

Vá em ‘Ajustes’
Selecione ‘Touch ID e Senha’ (ou ‘Senha’ para aparelhos sem sensor de digitais)
Clique em ‘Ligar Senha’
Digite uma senha. Quanto mais longo, mais seguro, mas lembre-se que você precisa lembrar dela.

Androids

Nos aparelhos mais modernos, rodando a versão Android 6.0 Marshmallow, a criptografia também já vem ligada por padrão, nas versões mais antigas, você precisa primeiro criptografar o aparelho.

Se o seu Android é 5.X ou anterior, faça isto primeiro:

Vá em ‘Configurações’
Clique em ‘Segurança’
Clique em ‘Criptografar o Telefone’
Clique em ‘Confirmar’ (serão necessários alguns minutos para que o aparelho seja criptografado).

Para ativar a segurança (todas versões):

Vá em ‘Configurações’
Clique em ‘Segurança’
Clique em ‘Bloqueio de Tela’ e escolha uma das opções de bloqueio.

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2016 e o Futuro: Realidade Virtual

Seguindo nossa série sobre o que deveremos ter de novo este ano, vamos falar um pouco sobre realidade virtual, já que ainda neste primeiro trimestre devermos ter como novidade a chegada ao mercado consumidor do Oculus VR, do Facebook, ao preço aproximado de US$350.

Também neste primeiro trimestre, a Microsoft começará a despachar as versões de desenvolvimento do seu Hololens, gadget que mistura realidade virtual e aumentada em frente aos seus olhos. Falamos sobre os dois com um pouco mais de profundidade neste post.

Mas não resta dúvida que hoje, a forma mais barata para se chegar próximo à imersão da realidade virtual, é através do Google Cardboard. Para quem não conhece trata-se de uma estrutura em papelão, que pode ser montada em casa a partir de um modelo, ou comprada pronta, onde se encaixa o aparelho de telefone celular de forma que cada olho só enxergue metade da tela, que por sua vez, dividida em duas imagens, gera uma experiência em 3d.

Muito complicado de entender? Veja este vídeo.

A maioria dos aplicativos para Cardboard são desenvolvidos para Android, e listamos os melhores abaixo, caso você tenha iPhone, sugerimos este link.

Google Earth

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O Google Earth faz parte, junto com outras demonstrações, do aplicativo principal do Cardboard. Infelizmente as imagens são em baixa resolução, e as vezes ficam um tanto quanto pixeladas (link)

Google Street View

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Apesar de o Google Street View não ter sido originalmente criado para uso com o Cardboard, conseguem-se fazer alguns ‘passeios’ virtuais bem bacanas! (link)

Caaaaardboard!

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Neste jogo, sim, jogo, você pode saltar prédios e fazer acrobacias para ganhar pontos, o preço dele, hoje é R$4,98 / US$ 1,99 (link)

VRSE

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O VRSE faz curadoria de conteúdo em realidade virtual, inclusive vídeos (musicais, curta metragem, e até reportagens em realidade virtual do NY Times) (link)

VR Roller Coaster attraction

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Esta montanha russa virtual é uma das melhores, e mais emocionantes maneiras, de conhecer todos os recursos do Cardboard, mas cuidado, pode causar náusea! (link)

Seene

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O Seene é uma ferramenta para compartilhamento de fotos, mas não qualquer fotos, apenas aquelas fotos em três dimensões! Ele funciona inclusive sem o Cardboard, mas tem suporte à plataforma (link)

Crazy Swing VR

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Outra montanha russa para usar com o Cardboard, aqui você passeará entre prédios ou no espaço, muito bacana! Ele vai te torrar um pouco a paciência para comprar a versão paga, aliás, como o fazem quase todos os apps ‘freemium’ (link)

Lamper VR

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No Lamper você é uma abelha que precisa viajar pr dentro de túneis enquanto coleta moedas e desviando de obstáculos. Os gráficos são relativamente simples, coisa que melhora, acreditem, o uso (link)

Insidious VR

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Este é para quem gosta de tomar sustos, visite uma casa repleta de atividades paranormais, se tens coragem! (link)

Titans of Space Cardboard VR

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Uma viagem pelo sistema solar e outros mundos, uma coisa bacana do app são os fatos astronômicos que lhes são apresentados na viagem (link)

Sisters

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Um jogo que mistura terror e mistério, para ter a experiência completa, utilize-o com fones de ouvido (link)

Proton Pulse

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Proton pulse é uma versão do clássico jogo ‘Break Out’, portado para o uso com o Cardboard. Ignore a ‘trama’ é bobinha, já o jogo em si, é divertido. Custa, em 08/01/16 R$ 5,16 (US$ 1,99) (link)

Lantens for Google Cardboard

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Se você quer ter uma experiência calma, quase lúdica com o Cardboard, o Lanterns é uma boa. Nele você está à beira de um lago, em diferentes horas do dia, vendo lanternas que ali flutuam (link)

Orbulus

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‘Photospheres’ são como pequenos mundos, em 360 graus. Este aplicativo traz uma coleção delas, que vai de paisagens campestres ao interior de indústrias, que podem ser observadas individualmente (link)

Cardboard Camera

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Este é um aplicativo relativamente novo do Google, que permite que você faça suas próprias fotos para serem vistas com o Cardboard! (link)

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Dez dicas de aplicativos para Android

Para Fitness e Lifestyle: “The 7 Minute Workout”.

Se juntarmos aqueles que querem perder um ou outro quilo, com aqueles que querem ter um pouco mais de energia para o dia a dia, este aplicativo é excelente e brutalmente simples. Ele traz algumas sequencias curtas de exercício que podem ser executadas ao longo do dia e ajudam a alcançar estes dois objetivos.

O app é brutalmente simples e ideal para quem quer sair do sedentarismo, tudo que você precisa fazer é abrir o aplicativo e começar a se exercitar!

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O melhor navegador para Android: “Chrome”

Se o seu Android não trouxe o Chrome instalado, instale-o. Ele é de longe o melhor navegador da plataforma, e ainda tem a vantagem de permitir que você acesse o histórico de navegação do seu desktop, notebook, ou tablete, contanto que estejam logados na mesma conta do Google.

Volta e meia o Google também lança alguns sites que permitem a interação do smartphone com o computador, como este que permite que o smartphone se transforme em um sabre de luz (você precisa abrir o link no computador e no smartphone).

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Aplicativo para Podcasts: “Podcast Addict”

Quer escutar ao Rapaduracas (cinema), Nerd Cast (cultura geek) ou Matando Robôs Gigantes (cultura pop), ou prefere algo como o Papo de Gordo ou o excelente documentário Filhas da Guerra? Os podcasts, programas de ‘rádio’ feitos para web, têm ganho muita força nos últimos meses, e são uma excelente fonte de informação e entretenimento. O Podcast Addict ajuda a organizar e escutá-los.

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Para vídeos, o “VLC”.

Um dos melhore players de vídeo para o Android, é o VLC. O aplicativo é open source é reproduz uma ampla gama de arquivos de aúdio e vídeo, seu grande pecado é não ser capaz, ainda, de compartilhar vídeo com o Chromecast.

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Aplicativo de Câmema: Camera 360 Ultimate.

Este aplicativo oferece mais de 200 filtros, e permite que as fotos sejam compartilhadas diretamente dele vai NFC. As regulagens finas são excelentes, e além de tudo é bem fácil de usar!

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Para editar imagens: PhotoDirector

Ahhhh, você tirou uma foto engraçada, e quer fazer uma legenda gaiata para compartilhar com os amigos no WhatsApp? O PhotoDirector te ajuda, mas além disso, ele permite vários tipos de edição mais avançadas, como balanceamento de cores, e brilho, entre outros.

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GPS OffLine: Here Maps, da Nokia

Se tem um ponto em que a Google nunca conseguiu bater a Nokia, foi na navegação off-line. O Here Maps foi portado para a plataforma, e é pelo menos tão bom quanto o navegador do Waze, e como é off-line, não precisa de conexão à internet (você baixa o pacote de mapas).

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Gerenciador de arquivos: ES File Explorer

Este é quase um clássico do sistema. O ES File Explorer é um dos melhores, se não for o melhor, gerenciador de arquivos para Android. Se você precisa encontrar um arquivo qualquer dentro do seu Android, não tem melhor!

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Melhor ‘gerador de revistas’: Flipboard

Se você precisa ‘matar tempo’, mas não gosta de ‘joguinhos’ Flipboard é de longe a melhor opção. Instale o aplicativo, escolha seus temas de preferência e o aplicativo selecionará entre diversas fontes notícias interessantes, e as classificará para sua leitura, transformando seu smartphone em uma verdadeira revista online!

Se você adicionar suas contas de redes sociais, além de poder compartilhar com elas o que achar interessante, ainda poderá ver o que foi compartilhado por seus amigos nestas redes, também na forma de uma revista digital. E no topo de tudo isto, você pode ainda criar e fazer curadoria de seu próprio canal!

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Melhor gerenciador de conteúdo off-line: Pocket

Se o Flipboard automatiza o conteúdo para você ler, com o Pocket você pode ir selecionando, em qualquer navegador, em qualquer plataforma (e até mesmo no próprio Flipboard), itens que demandam mais atenção para ler depois. Na realidade o Pocket chamava-se justamente “Read It Later” (leia depois), antes de de ser rebatizado para o nome atual.

Como ele permite tag ao classificar os links, além de você tê-los dispostos na ordem reversa de marcação – o conteúdo mais novo sempre no topo da lista –, você pode navegar por tags de assuntos específicos.

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