O que anda acontecendo no mundo tecnológico #1

Ramsonware no Mac, Apple agiu rapidamente.

A Apple conseguiu fazer com que o primeiro ransomware funcional para Mac (falamos sobre este tipo de ameaça aqui), chamado KeRanger, deixasse de funcionar. Os produtores do ramsonware conseguiram um certificado válido, que permitia a instalação do malware. A Apple revogou o certificado, e atualizou as definições XProtected para evitar que derivados dele possam atuar. Este tipo de coisa é raro nos micros da empresa, mas ganhou pontos pela agilidade!

Instagram para Windows 10 mobile, finalmente disponível

Tem telefone rodando Windows 10 mobile? Finalmente o Instagram lançou um app para a plataforma, ainda está em beta (aberto), mas já pode ser baixado!

Google: 75 milhões de requisições para retirada de conteúdo

É simplesmente assustador saber que o Google recebe cerca de cem mil requisições de retirada de conteúdo de seu índice de busca por hora. O volume cresceu mais de 300 vezes em relação a 2012, graças à utilização de algoritmos de busca pelas entidades aliadas à indústria do cinema e música.

O que você precisa saber sobre uso de ‘reações’ no Facebook

  1. Para abrir o menu de escolha, mantenha pressionado o botão ‘Curtir’ até que surja o popup com os ícones, daí é só escolher sua reação!
  2. Você só pode usar UMA reação por vez. Caso queira mudar, clique no botão ‘Curtir’, para remover a reação anterior, e faça o que dissemos no item 1.
  3. As três reações mais utilizadas em cada postagem, serão exibidas.
  4. Você pode o número de cada reação, e quem reagiu daquela maneira, deixando o mouse sobre um dos ícones exibidos no desktop, ou clicando na contagem na versão mobile.
  5. As reações influenciarão na forma como o algoritmo do Facebook exibirá conteúdo para você, sentimentos positivos trarão mais conteúdo semelhante, sentimentos negativos, diminuirão o tipo de conteúdo (isso não acontece de imediato).

Japão considera tratar Bitcoins como dinheiro real

Lembra que falamos aqui alguns dias atrás sobre a criptomoeda? Pois bem, a agência que regula as atividades financeiras no Japão pretende encontrar uma forma de legalizar o câmbio entre Bitcoins e Ienes. Não sabem ainda como, mas pretendem fazê-lo. Conversas semelhantes estão em andamento nos EUA, caso este tipo de iniciativa avance, o uso da moeda deve ser muito popularizado (nos EUA já existe até caixa 24 horas, que converte Bitcoin em dólar!

A Apple enfrenta o FBI, pela privacidade de seus usuários.

Uma das batalhas mais importantes para a privacidade de dados está começando u a ser travada nos EUA, e tem de um lado uma das maiores empresas do mundo, a Apple, e do outro o FBI, a polícia federal norte americana.

É preciso, entretanto, explicar algumas coisas antes de entrar na questão propriamente dita.

Na década de 1970, foi criado um sistema de criptografia chamado assíncrono. Nele, uma chave pública é utilizada para cifrar um arquivo, e uma chave particular, criada pelo usuário e que apenas ele deve conhecer, é utilizara para decifrar.

Este é um sistema extremamente seguro de proteção de dados, porque não importa quantas pessoas saibam a sua chave pública, só quem tiver a chave particular será capaz de acessar ao que for protegido. Já há alguns anos, sistemas operacionais móveis como Android e iOS trabalham com a possibilidade de o usuário criptografar seu telefone, mais recentemente, a Apple passou a vender os telefones criptografados por padrão, ou seja, caso alguém tenha acesso ao aparelho em si, ou até mesmo aos dados extraídos de sua memória, não conseguirá decifrá-los.

Acontece que o atirador que matou algumas pessoas em São Bernardino (Califórnia), em dezembro de 2015, usando armas automáticas compradas legalmente, tinha um iPhone, que estava criptografado e foi encontrado pela polícia. Claro, o fato de alguém poder comprar uma quantidade absurda de armas e munições, não faz o governo do país subir uma sobrancelha, mas o fato de o telefone ser inacessível, aparentemente, é inaceitável.

O FBI pediu, então, que a Apple que criasse um ‘backdoor’, uma falha proposital que possa ser utilizada para que o Governo do país para acessar dados protegidos em iPhones. A Apple negou-se a fazer tal coisa, em uma entrevista à NPR, Tim Cook, CEO da empresa, explicou uma verdade fundamental sobre backdoors: apesar de serem falhas propositais, o backdoors continuam sendo falhas, e falhas podem ser exploradas também por indivíduos mal-intencionados.

Como Tim Cook frisou, a segurança hoje é incluída nos produtos Apple desde seu design, é algo primordial, e a empresa demonstrou que está disposta a lutar até o fim para não ser obrigada a violar desta forma a privacidade de seus usuários.

Ponto para a Apple, e torçamos por sua vitória.