Pebble Smartwatch

Seis gadgets que são belos exemplos da Internet das Coisas

Semana passada, nós fizemos uma breve introdução sobre a Internet das Coisas, e prometemos para esta uma listagem de alguns produtos que já existem e estão disponíveis no mercado, e vocês vão ver como a diversidade é grande. E lembre, o que segue abaixo é apenas uma pequena curadoria de produtos que selecionamos, as possibilidades são ilimitadas.

Nest – Termostato inteligente.

Termostato Nest

Um dos campeões de vendas não faz muito sentido para a maioria de nós, brasileiros, mas em países que se usa calefação ou ar-condicionado central, faz todo sentido do mundo, é o Nest, um termostato inteligente. O que ele faz? Bem, o termostato é utilizado para informar ao condicionador de ar quando resfriar ou aquecer um ambiente, o Nest aprende com o uso, qual a temperatura adequada para cada hora do dia, E, como ele fica conectado ao seu smartphone, sabe quando você está ou não em casa, para ativar o sistema de aquecimento ou resfriamento. Cerca de um milhão de residências usam o Nest, e ele é capaz de poupar de 10% a 12% na conta de luz. A Nest, que foi comprada pelo Google alguns anos atrás, produz também uma câmera de vigilância conectada caseira, a Nest Cam.

Pebble Smartwatch.

Pebble Smartwatch

O Apple Watch, e o LG Urban Watch, para ficar apenas em dois, são muito bacanas, mas foi o Pebble o primeiro grande smartwatch de sucesso. Ele não tem funções avançadas como os smartwatches da Apple e os Androids, mas é capaz de controlar o player de música de seu smartphone, mostrara o número de quem está te ligando e permite também que você atenda ou ignore a ligação, e mostra várias notificações de SMSs à Whatsapp, passando por Facebook e outros aplicativos. Mas a real vantagem dele está no uso de tinta eletrônica, que faz com que sua bateria dure até sete dias. Produzido de forma independente por uma firma que juntou o capital inicial no Kickstarter, ele já vendeu cerca de 1,2 milhões de unidades.

Amazon Fresh Dash.

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Nos EUA, a Amazon tem um serviço chamado ‘Fresh’, que envia para a casa dos clientes produtos que seriam normalmente comprados em supermercados e hortifrútis, o Dash é um gadget que funciona com o serviço, e permite que o cliente simplesmente capture o código de barras de um produto qualquer com um leitor embutido, ou, que o cliente lhe diga o produto que precisa, e eles serão automaticamente adicionados à cesta de compras do serviço. Depois você dá uma olhada nos produtos separados e confirma o pedido, fantástico, não?

Veja o funcionamento.

Hiku.

HIku

O Hiku parece com o Dash, o que muda aqui é que você pode escanear ou ditar o nome de produtos, e o gadget vai enviando tudo para um aplicativo no seu celular, convertendo automaticamente em lista de compras. Por enquanto eles não tem suporte ao idioma português, mas quem sabe algum dia, não?

Phillips Hue.

Outro grande sucesso nesta linha é a Phillips Hue, uma lâmpada de led conectada que pode ter seu tom controlado por telefone celular. O ideia é que você possa combinar o tom da lâmpada com seu humor do momento, e você pode até mesmo criar uma discoteca em casa, usando o aplicativo para modifica o tom das luzes de acordo com a música ambiente (veja o vídeo abaixo).

Mimo Baby,o monitor de bebês.

Mimo Baby
Quem é pai ou mãe sabe que a coisa mais importante do mundo são os filhos. O Mimo Baby é o sensor mais avançado do mundo para crianças de zero a doze meses. Ele monitora desde a respiração de seu bebê, até a sua temperatura, passando pela posição em que o bebê está dormindo. O funcionamento é baseado em um gadget que é por roupinhas especiais, cheias de sensores, que enviam tudo para a nuvem da empresa, que retransmite para um aplicativo no smartphone do pai ou da mãe.

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Aprenda um pouco mais sobre a ‘internet das coisas’

Um dos termos recentes mais populares na tecnologia, é aquele que fala sobre a ‘internet das coisas’, e a confusão mais comum acerca deste termo, é aquela que considera internet das coisas simplesmente equipamentos que têm acesso à internet, como um refrigerador que apareceu alguns meses atrás em que se podia acessar à rede.

Mas não é bem por aí, a internet das coisas é bem mais que isso, ela é a aplicação prática do uso de redes de forma a facilitar nossa vida, e, além de hardware (os aparelhos em si), envolvem também o serviço ou aplicação prática que se dá à ‘coisa’ envolvida.

Apesar de o termo só ter se popularizado recentemente, ele não é um conceito recente, e a primeira versão de um utensílio conectado, foi uma máquina automática de Coca-Cola, na Universidade de Carnegie Mello, Nova Iorque, em 1982, anterior até mesmo ao lançamento da versão final do IPV4 (é o famoso ‘ip’ de sua rede), que só se daria em 1983.

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Com a disseminação e popularização da internet, nos anos 1990, a ideia de termos os mais variados equipamentos ligados à rede esbarrava justamente na limitação do IPV4 (Internet Protocol V4), que possuía ‘apenas’ 4,29 bilhões de combinações possíveis, e, se àquele tempo o número era suficiente para a redes de navegação, era virtualmente impossível a fabricação em massa de aparelhos, com números dedicados, só em 1995, a solução encontrada, o IPV6 foi anunciada. A nova versão do Protocolo de Internet passou a permitir um número absurdo de variações, indo dos 4,29 bilhões da V4 para um número impossível em ser expresso por extenso: 3,403 x 1038 (considere o arredondamento para o número 34 seguido de 37 zeros).

Hoje a internet das coisas está se consolidando, já existe um bom número de produtos – falaremos sobre alguns semana que vem –, mas ainda existem avanços que precisam ser alcançados, principalmente na área de softwares e hardwares computacionais, que possam balancear o consumo de energia com o poder de processamento dos produtos que estão surgindo.

raspberry-pi

Agora o mais interessante, é que é justamente neste momento que as oportunidades se avolumam na cabeça dos sonhadores e dos que desconhecem o impossível, porque são eles que foram, e sempre serão, os grandes responsáveis pelos grandes avanços tecnológicos.

Quem sabe não pode ser você?

Dicas para estudar a respeito:

Fazedores – a internet das coisas está muito entrelaçada com o movimento ‘maker’, que fala justamente sobre construção de eletrônicos.

O Raspberry Pi é um pequeno computador, todo embutido em uma única placa e de baixo consumo de energia, que já vem com todo tipo de conectividade necessária.

A Cisco tem uma página cheia de boas referências!

Conheça o Brilo, o sistema operacional do Google para a Internet das Coisas.