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Inteligência artificial, quando a ficção e a realidade se misturam

Você lembra do filme Matrix, aquele em que a imensa maioria dos humanos vivem dentro de uma simulação, tendo seus corpos reais estocados em capsulas e usados como ‘baterias biológias’, para o computador que cria o mundo virtual?

Bem, um dos empreendedores mais ‘afiados’ da atualidade, Elon Musk (já falamos dele aqui), disse acreditar, durante uma conferência, que há apenas uma chance em um bilhão de não estarmos vivendo dentro de uma simulação.

Geralmente eu encararia isto como uma piada. Mas ele não fala isso à toa.

Ao explicar seu pensamento, ele utiliza como argumento o desenvolvimento incrivelmente rápido dos vídeo games, veja, em um espaço de apenas quarenta anos, passamos de tracinhos e quadrinhos do ‘Pong’, para jogos criados com impressionante qualidade gráfica, e computadores extremamente poderosos, como o IBM Watson, capaz de fazer diagnósticos de doenças humanas com incrível precisão, e coisas como o Blackbird.

Mas veja o vídeo primeiro, depois termine de ler o texto! Ative as legendas e mande traduzir para português, ou apenas assista e fique maravilhado.

Entendeu? Chegou ao ponto em que não precisamos mais usar um carro par fazer o vídeo de um carro, um robô que pode ser configurado para reproduzir a geometria de virtualmente qualquer carro, e pode, a posterior, receber a ‘pele’ do carro que quer reproduzir.

Apesar de eu não ter a mesma convicção de Musk sobre estarmos vivendo em uma simulação, confesso que o ‘filosofar’ em torno da possibilidade de sermos todos inteligências artificiais, é algo intrigante.

A Boston Dynamics não cansa de nos mostrar o futuro com seus robôs quadrúpedes.

Mais prova que vivemos no limite entre a realidade e a ficção, ainda neste campo da inteligência artificial, é que um professor da prestigiada Universidade de Oxford, na Inglaterra, já pôs em discussão a possibilidade de as inteligências artificiais chegarem a um ponto de avanço, em que precisemos definir seus direitos fundamentais, algo como o ‘direitos humanos de máquinas’…

Meus amigos, que era para se viver!

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Zenbo, o robô ‘mordomo’ da Asus

Não sei se você assistiu aos Jetsons, um desenho animado da Hanna Barbera, que mostrava um futuro em que veículos voadores transformavam-se em valises, todos se moviam por esteiras, e tudo em casa era gerenciado por Rose, uma funcionária cibernética, que tomava conta de tudo.

Casa automatizadas já são uma realidade já há algum tempo, para poucos por conta do preço, é verdade, mas empresas especializadas são capazes de automatizar, ou centralizar o controle de várias funcionalidades em um tablet, como a ativação de condicionadores de ar, controle de janelas, cortinas e iluminação, e até mesmo som ambiente integrado a uma central de mídia.

No exterior A Amazon oferece o Echo, e o Google oferece o Home, gadgets para uso residencial que são capazes de entender ordens faladas, dar respostas, e controlar equipamentos automatizados, e no caso do Echo, fazer compras na loja online, mas a Asus foi um passo adiante (em direção à Rose).

O Zenbo é basicamente um robô mordomo, dotado de inteligência artificial (rústica, mas ainda assim inteligente). Para começar o pequeno robô pode mover-se dentro de casa, o que é por si uma vantagem, já que ele pode ir até você receber uma ordem, e o mais importante, quando você estiver fora de casa, ele pode ser controlado remotamente, o que lhe permite ver o que está havendo em casa.

Outras vantagens do pequeno robô é que ele pode até mesmo entreter crianças, cantando, dançando, contando histórias e até mesmo jogando com elas, e ainda funciona como um assistente pessoal, para que os mais esquecidos se lembrem de seus compromissos, ou até mesmo de tomar remédio.

O preço que está sendo praticado pela Asus no exterior é de US$599 ainda não há previsão da chegada do gadget ao Brasil.

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Robôs, quando a ficção começa a virar realidade

No livro que deu origem ao filme “O Caçador de Androides”, chamado “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas”, de Phillip K. Dick, a personagem principal é um caçador de recompensa em busca de um grupo de androides que, construídos em Marte, são ilegais na Terra por serem equipados com uma inteligência artificial que lhes dá a senciência, ou seja, a capacidade de sofres ou sentir, prazer ou felicidade.

Quando falei sobre inteligência artificial aqui neste blog, falei também que existe um ponto em que viveremos uma singularidade tecnológica, o momento em que as inteligências artificiais chegarão ao ponto de serem sencientes, ninguém sabe precisar quando isso ocorrerá, mas será ainda neste século, muito provavelmente até 2050.

Enquanto a parte de inteligência artificial vai sendo desenvolvida com o uso de grandes computadores, muitos avanços têm ocorrido na parte de engenharia eletromecânica, as máquinas não apenas estão ficando muito mais capazes, e como você poderá ver no vídeo abaixo, a demonstração do Atlas, um robô da Boston Dynamics – subsidiária da Google Inc. – , a coisa chega a ser um pouco assustadora.

ciborguesMas quando somamos estas tecnologias cibernéticas a um organismo humano, temos os ciborgues, e acredite, eles são bem mais prosaicos que você possa imaginar, pense em alguém que tem um marca-passo que transmite informações por wi-fi ou bluetooth, por exemplo, ou em alguém como Adi Robertson, uma repórter do blog The Verge, que em 2012 resolveu fazer uma pequena modificação corporal, inserindo um imã com cerca de 3mm de diâmetro em seu dedo indicador, passando assim, a poder ‘sentir’ forças magnéticas ao seu redor (e segundo ela, desmagnetizando cartões magnéticos usados em portas de hotéis), e hoje em dia tem um chip NFC inserido na sua mão, contendo as informações que ela deseja, como por exemplo, o endereço de seu site.

Isso não quer dizer que não existam coisas que parecem saídas de livros de ficção científica, como os membros criados pelo ‘pai’ da bomba de insulina, o cientista Dean Kamen, uma das mentes mais brilhantes da atualidade. Entre resolver o problema de água potável no mundo, e pesquisar formas mais eficientes para obtenção de hidrogênio para uso como combustível, ele tem trabalhado no desenvolvimento de próteses robóticas para uso de veteranos amputados nos EUA, detalhe, suas próteses são controladas pelo pensamento do usuário. E não à toa, chama-se ‘Luke’, em referência ao braço prostético da personagem de Guerra nas Estrelas.

Por falar em Dean Kamen, deve ter ficado claro que nutro uma grande admiração pelo cientista e inventor. No Netflix há um documentário chamado Slingshot que mostra justamente a batalha de Kamen para popularizar sua máquina de água potável, só para ter ideia da grandiosidade da invenção, o consumo de água inadequada é responsável por 50% das hospitalizações no mundo!


Por Gilberto Soares Filho,
consultor de TI e BI, programador, 
fã de Dean Kamen e ficção científica.

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Robôs de Telepresença, o futuro agora!

Uma das coisas mais bacanas a respeito de tecnologia, é poder ver que, de certa forma, já vivemos no futuro. Coisas que eram ‘impossíveis’, poucas décadas atrás, hoje são corriqueiras, aliás, tem uma frase de Arthur C. Clarke, o visionário autor de ficção científica por trás de 2001 – Uma Odisseia no Espaço (e de 2010, 2061 e 3001), que resume bem isso: “Qualquer tecnologia suficiente avançada, é indistinguível da magia”.

Se alguém dissesse, trinta anos atrás, que qualquer pessoa poderia estar em dois locais simultaneamente, ou, deslocar sua presença de um extremo ao outro do país, ou até mesmo para o outro lado do mundo, em questão de segundos, poderíamos dizer que esta pessoa ou seria um autor de ficção científica, ou um louco.

Ou um visionário.

Os robôs de telepresença tornaram estes ‘avatares’ uma realidade.

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E os usos são muitos. Se por um lado eles permitem que profissionais locomovam-se em escritórios que podem estar no bairro vizinho ou em outro continente, eles também permitem que pessoas com dificuldades motoras extremas, possam estudar ou trabalhar, interagindo com outras pessoas, sem precisar obrigatoriamente estar presentes àqueles locais.

Semana passada mesmo, Alice Wong, fundadora de um projeto que visa justamente ajudar pessoas com dificuldade motora, o Disability Visibility Project, foi a primeira pessoa a ser ‘recebida’ na Casa Branca, pelo presidente Obama, com o uso desta tecnologia, justamente na comemoração dos 25 anos de uma lei daquele país, que visa melhorar a integração de pessoas com dificuldades motoras, mentais ou sensoriais (Americans Disabilities Act).

Aliás, o robô que Wong usou, um Beam Pro da Suitables Technologies, é o mesmo que foi testado pela iByte durante a CES 2015, uma versão própria para ambientes corporativos e custa* cerca US$16 mil (preço estimado). A própria Suitable tem outro modelo, o Beam+, voltado para o uso doméstico, e custa* pouco menos de US$ 2 mil. Outro modelo bem bacana é o Double, da Double Robotics, um modelo que se destina tanto ao uso corporativo quanto para uso doméstico e custa* US$ 2,5 mil, mas tem a desvantagem de não vir com a tela, que na realidade é um iPad.

E você, já se imaginou utilizando telepresença?

Robôs vão substituir guardas humanos na Coreia do Sul

 

As penitenciárias da Coréia do Sul vão ter com um reforço nada convencional, elas contaram com a ajuda de guardas robôs!

 

Os Robôs irão patrulhar os corredores das prisões com o intuito de alertar a central de segurança quando flagrarem alguma confusão entre os presos e em caso de tentativas de suicido. Os responsáveis pela novidade pretendem realizar os primeiros testes durante o mês de Março deste ano.

 

As máquinas contam com 1,5 metro de altura e pesam cerca de 80 quilos. O equipamento está programado para mandar um alerta aos guardas sempre que eles detectarem algo fora do normal, a invenção também conta com um alto-falante e um microfone integrado para poder se comunicar com os prisioneiros caso seja necessário.

 

 “A função deles não é reprimir prisioneiros violentos, e, sim, ajudar os guardas. Quando um preso está em uma situação de risco ou ferido, ele pode pedir ajuda rapidamente”.

Disse Lee Baik-chul, que está no comando do projeto.

 

A inovação robótica é financiada pelo Ministério da Justiça da Coréia do Sul e foi desenvolvida pela Electronics and Telecommunications Research Institute e SMEC. Os primeiros testes serão realizados em uma penitenciária em Pohang.

 

Com o projeto o governo sul-coreano pretende deixar os guardas humanos com funções mais focados em educação e recuperação de detentos.