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Quando a realidade virtual se integra ao mundo

Por muito tempo a ideia de realidade virtual foi a dos enormes capacetes, que, contando com visores e autofalantes em seu interior, criavam a imersão que ‘enganava’ o cérebro. Isto não chega nem a ser algo tão novo, alguns anos atrás já haviam jogos eletrônicos aqui em Fortaleza mesmo, que usavam estes capacetes, eu mesmo cheguei a usar.

O problema, é que os capacetes de realidade virtual eram verdadeiros, trambolhos. Tão grandes e pesados que precisavam ser pendurados em suportes, que limitavam seus movimentos.

Na foto o primeiro modelo do Oculus Rift

O ponto de virada desta tecnologia, o momento em que começou um avanço extraordinário, veio em 2012, quando a Oculus VR apresentou o Oculus Rift, criado por Palmer Lucky, e tendo como um dos investidores ninguém menos que John Carmack, a cabeça por trás de jogos como Wolfenstein 3D (o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa), Doom e Quake.

Ainda sem ter um produto pronto para o consumidor final, ainda hoje só são vendidas versões para desenvolvedores, a Oculus VR foi comprada em março de 2014 pelo Facebook, por US$2 bilhões. Espera-se que a versão de varejo do gadget chegue ao mercado no primeiro semestre de 2016.

Mas a Oculos VR foi atropelada no início do ano, pelo anuncio do HoloLens da Microsoft, uma plataforma que, em vez de simular todo um universo virtual, simplesmente joga uma camada de hologramas sobre o mundo real, sai a realidade virtual, e entra a realidade aumentada.

O vídeo acima foi gravado ao vivo, em uma apresentação da Microsoft algumas semanas atrás, fantástico, não?

Mas espere, veja o vídeo o Magic Leap abaixo, e se prepare para que sua cabeça exploda! É algo fora de qualquer escala.

Parece bom demais para ser verdade? Bem, a Google Inc. investiu US$542 milhões na empresa no final de 2014, ou seja, é algo que se deve levar a sério.

E ela não é como as outras. No Oculus Rift temos duas imagens planas(2d), que vistas separadamente, uma por cada olho, enganam o cérebro que as compreende como uma imagem 3d; o Holo Lens, joga hologramas em uma tela translúcida, sobre o mundo real, o que tem algumas limitações.

A tecnologia da Magic Leap usa uma abordagem diferente, ela se propõe a criar ‘campos de luz’ (veja este post), em que você poderá efetivamente ‘focar’ seus olhos em uma ou outra área da cena apresentada, criando uma ideia ímpar de profundidade!

A apresentação abaixo, é um pouco mais complexa, e impressionante.

Ou seja, aqui, seu cérebro não será ‘enganado’ a achar que está vendo algo em 3D, a imagem, que nada mais é que luz, chegará aos seus olhos tal como as imagens que chegam do ambiente à sua volta. Claro, pelo menos esta é a proposta.

Infelizmente precisamos de um pouco de paciência. O Oculus Rift deverá chegar ao mercado ano que vem, e o Microsoft HoloLens só deverá chegar dentro de alguns anos. Ainda não há nenhum tipo de previsão quanto ao lançamento do gadget da Magic Leap.


Por Gilberto Soares Filho,
consultor de TI, programador,
e ficou tonto usando capacetes
de realidade virtual.

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